E o que é a Vida se não os segundos que não passam?
Se não essa angústia furiosa que insiste em me apertar o peito?
O que é a vida se não a estupidez da fome e da miséria que no mundo imperam?
O que é?
O que é ela se não a imprudência de motoristas bêbados, a insensibilidade dos chefes do Estado ou até a arrogância da polícia?
O que é a Vida se não minutos que não passam?
Se não a lágrima que desce dos meus olhos, a ganância do capitalismo e minha conta bancária sempre no vermelho?
O que é a Vida meu DEUS? se não a necessidade de um Deus, a vontade de sumir, ou a intrigante "falta que nos move"?
O que é a... Vida? se não a certeza da Morte e a necessidade de entendimento diante disso?
O que é a Vida se não as horas que não passam, o medo do futuro e a solidão de cada dia?
O que é?
O que é ela se não os dias que não passam, a vontade de gritar e a saudade que não acaba?
O que é... se não um pouco disso misturado aquilo? Mexido e remexido no meu estômago, e assim digerido em forma de ACORDAR a cada manhã.
O que é a Vida se não a forma como nós encaramos a porra do mundo e metendo o dedo na ferida saramos e enfim...esperamos a MORTE.
Morte X Vida a antítese perfeita, a certeza profunda, o inevitável lugar.
sábado, 19 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Vida.
O que é a vida se não alguns minutos que passam?
Se não alguns amigos(poucos), algumas mulheres(muitas) e alguns chopps?
O que é a vida se não banho de mar, feijão com arroz e carinho de mãe?
O que é a vida?
Se não... correr de pés descalços na areia da praia, ver um por do Sol abraçado com o amor da sua vida(pelo menos naquele instante), matar as saudades do pai que mora longe, e tomar um sorvete de chocolate?
O que é a vida se não algumas horas que passam?
OU correr atrás de dinheiro, viajar pelo menos um vez por ano, conhecer pessoas interessantes a cada semestre e estar sempre tentando algo mais?
O que é a Vida se não alguns dias que passam, ou uma noite de céu estrelado, banho de cachoeira e "picnic" com amigos?
O que é a vida se não alguns anos que passam e passam logo, correndo que nem cavalo desembestado, que nem ladrão fugindo da polícia que nem... que nem... passou!
O que é ela se não ser e estar de verdade a cada momento que se vive.
O que é?
Se não pagar contas e esperá-las chegar de novo. Dormir durante as noites e acordar durante os dias?
O que é se não isso ou aquilo que nos faz feliz e assim tentamos seguir a cada dia?
O que é a vida... se não...
A simples forma de olhar o mundo com os olhos virgens e sedentos de novas verdades?
O que é a vida se não a morte que um dia chega? Morte x Vida a antítese perfeita, a certeza profunda, o inevitável lugar.
O que é então?
Responda-me alguém lá de cima ou lá de baixo.
O que é a vida?
Se não alguns amigos(poucos), algumas mulheres(muitas) e alguns chopps?
O que é a vida se não banho de mar, feijão com arroz e carinho de mãe?
O que é a vida?
Se não... correr de pés descalços na areia da praia, ver um por do Sol abraçado com o amor da sua vida(pelo menos naquele instante), matar as saudades do pai que mora longe, e tomar um sorvete de chocolate?
O que é a vida se não algumas horas que passam?
OU correr atrás de dinheiro, viajar pelo menos um vez por ano, conhecer pessoas interessantes a cada semestre e estar sempre tentando algo mais?
O que é a Vida se não alguns dias que passam, ou uma noite de céu estrelado, banho de cachoeira e "picnic" com amigos?
O que é a vida se não alguns anos que passam e passam logo, correndo que nem cavalo desembestado, que nem ladrão fugindo da polícia que nem... que nem... passou!
O que é ela se não ser e estar de verdade a cada momento que se vive.
O que é?
Se não pagar contas e esperá-las chegar de novo. Dormir durante as noites e acordar durante os dias?
O que é se não isso ou aquilo que nos faz feliz e assim tentamos seguir a cada dia?
O que é a vida... se não...
A simples forma de olhar o mundo com os olhos virgens e sedentos de novas verdades?
O que é a vida se não a morte que um dia chega? Morte x Vida a antítese perfeita, a certeza profunda, o inevitável lugar.
O que é então?
Responda-me alguém lá de cima ou lá de baixo.
O que é a vida?
domingo, 13 de setembro de 2009
Eu quero sair pelo mundo sem rumo nem prumo.
Quero falar com desconhecidos, brincar com crianças e ouvir os velhos.
Quero negar o inegável, acreditar no impossível, sorrir na dificuldade.
Como louco de beira de estrada, pegar carona pra qualquer lugar onde possam me levar.
Levado eu quero ser, pelo vento, pelo mar, pela vida.
Brincar de esconde-esconde e tomar sorvete de chocolate.
É isso que eu quero, sai por ai feito menino vadio, feito maluco feliz, feito bala perdida.
Sem rumo nem prumo.
Encontrar com pessoas, andar por dentro de rio e tomar banho de cachoeira.
Correr, pular, cantar, dançar, saciar. A sede que não passa.
Sede de vida e de morte, sede de amores e desamores, sede de mim e até sede de água.
Quero andar na contra mão, figindo estar atento,
andar de olhos fechados, fingindo tudo ver,
andar de mãos vazias, fingindo não perceber.
Assim como os bêbados da Lapa as 06h da manhã quero sorrir pro sol.
Quero a puta, a luta.
Fazer contas de ponta cabeça. Correr onde todos andam e andar quando todos correm.
Quero entender, perceber e discorrer.
Conceber, estabelecer e finalmente prever.
Saber do futuro, esquecer do passado e no presente ficar.
E quando papai noel chegar dizer: "eu sabia!"
Eu quero a verdade mentirosa de cada dia.
Quero o dia e a noite dentro de uma caixinha.
Quero entender o impossível e assim...
Dormir.
Quero falar com desconhecidos, brincar com crianças e ouvir os velhos.
Quero negar o inegável, acreditar no impossível, sorrir na dificuldade.
Como louco de beira de estrada, pegar carona pra qualquer lugar onde possam me levar.
Levado eu quero ser, pelo vento, pelo mar, pela vida.
Brincar de esconde-esconde e tomar sorvete de chocolate.
É isso que eu quero, sai por ai feito menino vadio, feito maluco feliz, feito bala perdida.
Sem rumo nem prumo.
Encontrar com pessoas, andar por dentro de rio e tomar banho de cachoeira.
Correr, pular, cantar, dançar, saciar. A sede que não passa.
Sede de vida e de morte, sede de amores e desamores, sede de mim e até sede de água.
Quero andar na contra mão, figindo estar atento,
andar de olhos fechados, fingindo tudo ver,
andar de mãos vazias, fingindo não perceber.
Assim como os bêbados da Lapa as 06h da manhã quero sorrir pro sol.
Quero a puta, a luta.
Fazer contas de ponta cabeça. Correr onde todos andam e andar quando todos correm.
Quero entender, perceber e discorrer.
Conceber, estabelecer e finalmente prever.
Saber do futuro, esquecer do passado e no presente ficar.
E quando papai noel chegar dizer: "eu sabia!"
Eu quero a verdade mentirosa de cada dia.
Quero o dia e a noite dentro de uma caixinha.
Quero entender o impossível e assim...
Dormir.
sábado, 12 de setembro de 2009
Bicicleta
Pedalo minha bicicleta em direção à praia.
Corro por todos os lados a pedalar.
Procuro espaços entre os carros e as vidas das pessoas.
Espaço dentro das mentes, espaço dentro dos corpos, dentro das almas.
Alma é o espelho do corpo?
Ou corpo é o espelho da alma?
Sinto minha vida escorrer, rápida e pacientemente.
Paradoxalmente sinto-me melancolicamente feliz.
Pedalo minha bicicleta em direção à praia.
E vejo uma mulher bonita. Olho.
Vejo um homem bonito. Só vejo.
Procurando espaços de vidas entre as vidas dou um pouco de espaço a saudade.
Saudade do que não conheço, saudade da tranquilidade projetada, da paz desejada e do amor.
Saudade ultimamente é o que não me falta.
Falta dinheiro, amor, vontade.
Falta verdade, descaso e bondade.
Falta suor, vertigem e certezas.
Falta de tudo um pouco mas não falta saudades.
Assim pedalando com minha bicicleta em direção a praia percebi que sinto saudade:
do que não conheço, do que amedronta, do que transporta.
E é por isso que vou seguindo. Cheio de saudades alheias.
Precisando de pedaços dos outros, junto os meus pedaços e vou.
Por entre vidas, espaços e trânsito.
Sigo. Eu e minha bicicleta.
Corro por todos os lados a pedalar.
Procuro espaços entre os carros e as vidas das pessoas.
Espaço dentro das mentes, espaço dentro dos corpos, dentro das almas.
Alma é o espelho do corpo?
Ou corpo é o espelho da alma?
Sinto minha vida escorrer, rápida e pacientemente.
Paradoxalmente sinto-me melancolicamente feliz.
Pedalo minha bicicleta em direção à praia.
E vejo uma mulher bonita. Olho.
Vejo um homem bonito. Só vejo.
Procurando espaços de vidas entre as vidas dou um pouco de espaço a saudade.
Saudade do que não conheço, saudade da tranquilidade projetada, da paz desejada e do amor.
Saudade ultimamente é o que não me falta.
Falta dinheiro, amor, vontade.
Falta verdade, descaso e bondade.
Falta suor, vertigem e certezas.
Falta de tudo um pouco mas não falta saudades.
Assim pedalando com minha bicicleta em direção a praia percebi que sinto saudade:
do que não conheço, do que amedronta, do que transporta.
E é por isso que vou seguindo. Cheio de saudades alheias.
Precisando de pedaços dos outros, junto os meus pedaços e vou.
Por entre vidas, espaços e trânsito.
Sigo. Eu e minha bicicleta.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Imagem da ação
Imagina...
Se eu pudesse voar
Se o dia tivesse 100 horas
Se a fome resolvesse desaparecer.
Imagina...
Se o sol nunca parasse de brilhar
Se nós nos olhássemos pelo menos uma vez por dia
Se o relógio andasse ao contrário
E se chovesse pra cima.
Imagina...
Se o pensamento comunicasse
Se as almas se encontrassem
E se a brincadeira reinasse.
Imagina...
Se as crianças tomassem o poder
Se os miseráveis sofressem menos
Se minha angústia passasse.
Imagina...
Se a Lua caísse no meu quintal
Se aquela menina bonita caísse na minha cama.
Ah... Imagina...
Se as bombas sempre errassem
Se a queda fosse pequena
E pessoas lá embaixo sempre nos esperassem.
Imagina...
Se o dia fosse noite
E se a noite fosse dia
Se homem fosse mulher
E se mulher fosse homem.
Imagina...
Se, se, se, se, se, se, se, se, se, se, se...
Silêncio pede minha alma
Que paradoxalmente grita desesperada.
Imagina...
Se minha alma se acalmasse
E o mundo inteiro compreendesse.
Eis o dia da minha partida
Batida, sentida, sofrida...
Mas esperada morte!
Que a tantos espanta
E a mim encanta!
LEME – 31/10/06 22:30h
Se eu pudesse voar
Se o dia tivesse 100 horas
Se a fome resolvesse desaparecer.
Imagina...
Se o sol nunca parasse de brilhar
Se nós nos olhássemos pelo menos uma vez por dia
Se o relógio andasse ao contrário
E se chovesse pra cima.
Imagina...
Se o pensamento comunicasse
Se as almas se encontrassem
E se a brincadeira reinasse.
Imagina...
Se as crianças tomassem o poder
Se os miseráveis sofressem menos
Se minha angústia passasse.
Imagina...
Se a Lua caísse no meu quintal
Se aquela menina bonita caísse na minha cama.
Ah... Imagina...
Se as bombas sempre errassem
Se a queda fosse pequena
E pessoas lá embaixo sempre nos esperassem.
Imagina...
Se o dia fosse noite
E se a noite fosse dia
Se homem fosse mulher
E se mulher fosse homem.
Imagina...
Se, se, se, se, se, se, se, se, se, se, se...
Silêncio pede minha alma
Que paradoxalmente grita desesperada.
Imagina...
Se minha alma se acalmasse
E o mundo inteiro compreendesse.
Eis o dia da minha partida
Batida, sentida, sofrida...
Mas esperada morte!
Que a tantos espanta
E a mim encanta!
LEME – 31/10/06 22:30h
Durante um Instante
Escrito em 31/01/2007, no Leme. Postado hoje por necessidade.
Enquanto a vida parece explodir em sensações
Como a onda na rocha... Durmo.
Enquanto nos fechamos em grades, vidros e idéias... Sonho.
Enquanto a luz que perece ser do fim do túnel
É simplesmente a lâmpada em cima da minha cabeça... Choro.
Enquanto as horas passam lentas e me comunico em segundos... Não entendo.
Enquanto a minha paciência parece ir para o espaço... Sorrio e agradeço.
Enquanto a noite cai, o sol queima os meus neurônios.
Enquanto sigo a passos longos o meu caminho, a pressa parece inútil.
Enquanto olho para cima desço as escadas,
que me levam ao desconhecido e assim vou.
Sem saber onde, como e quando.
Onde o tempo parece não existir.
Como quero que a vida seja.
Quando tudo parece de mentira e assim se vai...
Como nuvem ao vento,
Com a leveza de uma criança
E a aspereza de um velho.
Inútil concepção de algo, frágil vontade de mais.
Sutil certeza do fim.
Em quanto tempo?
Há quanto tempo?
Leme 31/01/2007 / 02:40h
Enquanto a vida parece explodir em sensações
Como a onda na rocha... Durmo.
Enquanto nos fechamos em grades, vidros e idéias... Sonho.
Enquanto a luz que perece ser do fim do túnel
É simplesmente a lâmpada em cima da minha cabeça... Choro.
Enquanto as horas passam lentas e me comunico em segundos... Não entendo.
Enquanto a minha paciência parece ir para o espaço... Sorrio e agradeço.
Enquanto a noite cai, o sol queima os meus neurônios.
Enquanto sigo a passos longos o meu caminho, a pressa parece inútil.
Enquanto olho para cima desço as escadas,
que me levam ao desconhecido e assim vou.
Sem saber onde, como e quando.
Onde o tempo parece não existir.
Como quero que a vida seja.
Quando tudo parece de mentira e assim se vai...
Como nuvem ao vento,
Com a leveza de uma criança
E a aspereza de um velho.
Inútil concepção de algo, frágil vontade de mais.
Sutil certeza do fim.
Em quanto tempo?
Há quanto tempo?
Leme 31/01/2007 / 02:40h
Ontem
Ontem entrei em contato comigo mesmo.
Fazia uns dias que não passava por isso.
Almocei feijão com arroz, corri pra lá e pra cá. Dia cheio não é novidade.
E eu não saia da minha cabeça!
Pensava na cor da minha bermuda, no meu cabelo desarrumado, na minha barba mal feita.
Pensava na conta bancária, pensava nas possibilidades e impossibilidades.
Pensei no que me acontece a cada ano, no caminho que ... que caminho?
Hoje eu entrei em contato comigo. [vazio] me entendo.
Como se estivesse com a certeza do [ ] entedio-me de mim mesmo, fujo, ligo uma música, corro na contra mão e ali estou. De frente ao espelho. Marcas do tempo já não parecem mais futuro.
Quando eu era criança brincava de esconde-esconde e era mais fácil me esconder.
Desnorteado, desinteressado, [des]colado, de mim mesmo.
De repente o sorriso me falta, o brilho se esconde e o [ ] aparece.
Será que alguém tem uma máquina de oxigênio, nitrogênio, hidrogênio,
ou qualquer coisa que o valha.
Preciso preencher esse buraco.
Ontem entrei em contato comigo.
e cheguei a seguinte conclusão: a não conclusão é a melhor conclusão.
Sozinho e sem ninguém do meu lado estou. Hoje, ontem e amanhã.
E agora com uma bermuda verde, cabelos e barbas por arrumar depois de comer chocolates...sinto-me. [Vazio]
Será que alguém tem um pedaço de pão, um endereço interessante ou uma idéia que me atraia.
Qualquer coisa que o valha...preciso preencher esse buraco.
Esse foi o dia em que o J. parou. E pensou.
Fazia uns dias que não passava por isso.
Almocei feijão com arroz, corri pra lá e pra cá. Dia cheio não é novidade.
E eu não saia da minha cabeça!
Pensava na cor da minha bermuda, no meu cabelo desarrumado, na minha barba mal feita.
Pensava na conta bancária, pensava nas possibilidades e impossibilidades.
Pensei no que me acontece a cada ano, no caminho que ... que caminho?
Hoje eu entrei em contato comigo. [vazio] me entendo.
Como se estivesse com a certeza do [ ] entedio-me de mim mesmo, fujo, ligo uma música, corro na contra mão e ali estou. De frente ao espelho. Marcas do tempo já não parecem mais futuro.
Quando eu era criança brincava de esconde-esconde e era mais fácil me esconder.
Desnorteado, desinteressado, [des]colado, de mim mesmo.
De repente o sorriso me falta, o brilho se esconde e o [ ] aparece.
Será que alguém tem uma máquina de oxigênio, nitrogênio, hidrogênio,
ou qualquer coisa que o valha.
Preciso preencher esse buraco.
Ontem entrei em contato comigo.
e cheguei a seguinte conclusão: a não conclusão é a melhor conclusão.
Sozinho e sem ninguém do meu lado estou. Hoje, ontem e amanhã.
E agora com uma bermuda verde, cabelos e barbas por arrumar depois de comer chocolates...sinto-me. [Vazio]
Será que alguém tem um pedaço de pão, um endereço interessante ou uma idéia que me atraia.
Qualquer coisa que o valha...preciso preencher esse buraco.
Esse foi o dia em que o J. parou. E pensou.
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