sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ontem

Ontem entrei em contato comigo mesmo.
Fazia uns dias que não passava por isso.
Almocei feijão com arroz, corri pra lá e pra cá. Dia cheio não é novidade.
E eu não saia da minha cabeça!
Pensava na cor da minha bermuda, no meu cabelo desarrumado, na minha barba mal feita.
Pensava na conta bancária, pensava nas possibilidades e impossibilidades.
Pensei no que me acontece a cada ano, no caminho que ... que caminho?
Hoje eu entrei em contato comigo. [vazio] me entendo.
Como se estivesse com a certeza do [ ] entedio-me de mim mesmo, fujo, ligo uma música, corro na contra mão e ali estou. De frente ao espelho. Marcas do tempo já não parecem mais futuro.
Quando eu era criança brincava de esconde-esconde e era mais fácil me esconder.
Desnorteado, desinteressado, [des]colado, de mim mesmo.
De repente o sorriso me falta, o brilho se esconde e o [ ] aparece.
Será que alguém tem uma máquina de oxigênio, nitrogênio, hidrogênio,
ou qualquer coisa que o valha.
Preciso preencher esse buraco.
Ontem entrei em contato comigo.
e cheguei a seguinte conclusão: a não conclusão é a melhor conclusão.
Sozinho e sem ninguém do meu lado estou. Hoje, ontem e amanhã.
E agora com uma bermuda verde, cabelos e barbas por arrumar depois de comer chocolates...sinto-me. [Vazio]
Será que alguém tem um pedaço de pão, um endereço interessante ou uma idéia que me atraia.
Qualquer coisa que o valha...preciso preencher esse buraco.
Esse foi o dia em que o J. parou. E pensou.

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