Eu quero sair pelo mundo sem rumo nem prumo.
Quero falar com desconhecidos, brincar com crianças e ouvir os velhos.
Quero negar o inegável, acreditar no impossível, sorrir na dificuldade.
Como louco de beira de estrada, pegar carona pra qualquer lugar onde possam me levar.
Levado eu quero ser, pelo vento, pelo mar, pela vida.
Brincar de esconde-esconde e tomar sorvete de chocolate.
É isso que eu quero, sai por ai feito menino vadio, feito maluco feliz, feito bala perdida.
Sem rumo nem prumo.
Encontrar com pessoas, andar por dentro de rio e tomar banho de cachoeira.
Correr, pular, cantar, dançar, saciar. A sede que não passa.
Sede de vida e de morte, sede de amores e desamores, sede de mim e até sede de água.
Quero andar na contra mão, figindo estar atento,
andar de olhos fechados, fingindo tudo ver,
andar de mãos vazias, fingindo não perceber.
Assim como os bêbados da Lapa as 06h da manhã quero sorrir pro sol.
Quero a puta, a luta.
Fazer contas de ponta cabeça. Correr onde todos andam e andar quando todos correm.
Quero entender, perceber e discorrer.
Conceber, estabelecer e finalmente prever.
Saber do futuro, esquecer do passado e no presente ficar.
E quando papai noel chegar dizer: "eu sabia!"
Eu quero a verdade mentirosa de cada dia.
Quero o dia e a noite dentro de uma caixinha.
Quero entender o impossível e assim...
Dormir.
Queremos! AH, como queremos!
ResponderExcluirAdoro sorrir pro sol às seis da manhã na Lapaaaa!!!
ResponderExcluirbjs*