quarta-feira, 21 de março de 2012

ta passando.

Tá difícil de passar aqui,
o tempo passa escorrendo pelas mãos.
Passa o verão, passa os dias se transformando em meses.
O que fica é a marca de expressão na falsa cara de criança.
Fica a dor no peito, a saudade que atravessa e a busca que não sessa.
Tá difícil ficar aqui, ficar em qualquer lugar parece uma abstração.
Outros lugares chamam, o relógio grita e só o nó na garganta é que fica.
Sem ócio criativo...a vida vai seguindo como se fosse de verdade.
Mas o poeta vacilante brinca de poesia na noite tardia.
Correndo atrás da paz, buscando o tempo que lá detrás parece passar bem fugaz.
E quando a rima se faz presente, é que o poeta contente
e por demais insistente escreve calmamente.
Deixando a hora passar, a menina olhar, o aperto aliviar e a possibilidade ficar.
Abrindo outros olhares, diante da vista cansada, da voz embargada no meio da madrugada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário