domingo, 25 de março de 2012

meninices


Ela é branca e é leve,
ela é poesia do samba em copacabana.
Ela é a ponta esquecida, a doçura em sorriso e a inteligência emocional.
Assim como menina, mulher ela parece ser,
assim como mulher, menina se faz conhecer,
brincando de gente grande na cidade que não é sua.
Correndo como princesa, se debatendo como rainha,
pulando como poeta ela gira a sua alegria.
Ela é poesia do Cartola tocado na vitrola.
Ela é leveza de alma, é sorriso sincero e tranquilidade pra deitar.
É mole, maleável, transformável, hipnotizante, apaixonante.
Ela é suspiro tranquilo, viagem pro mato e carinho que fica.
Assim na despretensão o poder de comunhão,
ele é ar, ela é leve,
ele é fluxo, ela é me leve,
ele é doido, ela maluca,
água e fogo na mistura bruta.
Ela é café doce, ele mais pro amargo,
ela é sudeste e ele é nordeste.
De manhã pastel de feira,
mas pra tarde cochilo e bobeira.
Assim na diversão eles se encontram por distração,
menina que ri com a alma,
menina que foge para o que acalma.
A fuga da princesa entediada,
nas ruas e nas calçadas,
bebidas sempre por perto,
nas suas reflexões deslavadas.
Flor e amor,
rima e dor,
banho se for,
aqui o ardor.
Ela escorre como água,
ela é fluido como um rio,
é a possibilidade que fica,
na cabeça bandida,
do autor em despedida, que com a morte sempre brinca.
Ele é fui, ela é até logo.
Magra, branca, linda!

Um comentário:

  1. Lindo!!1
    mto sensível...
    palavras simples q deixam td particular né?
    "é a possibilidade que fica,
    na cabeça bandida"

    bjoooooo

    http://opinandoemtudo.blogspot.com/

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