
Desesperadamente ele parece ouvir vozes.
Compulsivamente ele parece ler palavras,
como que gritadas pelos dedos da menina ao lado.
Ele confuso como sempre desconfia calado,
a ligação em silêncio,
a solidão repartida e a menina que com dedos fala mais que com a boca.
O carinho e a vontade de saber,
o tesão e a vontade de comer,
o querer e o insistente permanecer.
Como rima desconfiada,
como música não dançada e a certeza atrapalhada,
ele dorme na cama vazia.
A outra e a possibilidade, ele e sua lealdade,
lutando pela liberdade e contra qualquer verdade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário