Faz tempo que eu não entro aqui.
Porque faz tempo que eu não tenho TEMPO.
Vejo na minha frente um monte de contas a pagar, um telefone, um grampeador, um copo com canetas(velhas e sem funcionar) e uma borracha.
Exatamente por isso me deu uma vontade de me apagar.
É. Eu queria pegar uma borracha e me apagar pra não ter que vê as contas a pagar, nem canetas velhas, nem grampeadores. E muito menos um telefone.
Falando em telefone, que coisa chata o tal do telefone. Funcional e irritante ao mesmo tempo.
Quando você mais precisa ele acaba a bateria.
Agora, aqui escrevendo, penso: " ....................... "
E você sabe que é verdade. Não aguento mais essas coisas.
Tá ficando igual ao congresso nacional , já perdeu a graça.
Ontem eu não entrei aqui, por falta de tempo.
Na verdade faz tempo que eu não tenho TEMPO.
Hoje eu engoli água do mar. Será que faz mal engolir água do mar?
Hoje eu esperei em vão.
Hoje eu almocei feijão.
Hoje eu pedalei uma bicicleta azul.
Hoje eu.
Agora, aqui escrevendo, penso: "esse texto tá uma merda... e eu não vou postá-lo".
Agora eu espirro e você me acha desinteressante. Assim sendo leia outros textos meus. Têm alguns melhores, alguns piores mas nenhum igual.
Hoje eu estive aqui porque apesar de esperar a toa e almoçar feijão eu tive tempo.
Agora eu vejo na minha frente...
terça-feira, 1 de setembro de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
(PÓS) Moderno
Hoje eu acordei e usei pó. De café. Pra fazer um bem forte, acordei um pouco mais.
Como sempre, meio atrasado.
Olhei pela janela e
deixei de enxergar.
Vi só o que vivi. E PÓ. O da POeira. Espirrei.
E lembrei do passado, um passado em que nem vivi.
Um tempo em que a vida era mais lenta,
um tempo em que o tempo era mais devagar.
E nessa viagem solitária lembrei: " do pó ao pó", como dizia o Padre Antonio Vieira.
Fomos pó, seremos pó... acho que ai está o sucesso da cocaína.
Desde os tempos passados que pensamos sobre o pó.
Eu adoro PÓ. de café. de manhã quando estou atrasado.
Pó branco não gosto. Mas gosto da idéia de ser pó.
Acho isso mais leve, podemos voar pelos ares sem ser incomodado,
podemos nos esconder de pessoas chatas e
entrar nas pessoas que queremos.
Eu adoro entrar em pessoas. do sexo feminino.
Imagina!se eu fosse pó teria possibilidade de entrar por quantos buracos eu quisesse.
Ainda assim o POvo corre pra lá, corre pra cá e não entende que no fim...PÓ seremos.
Pra que tanta pressa afinal?
se no momento final...
nos misturaremos a poeira do cemitério,
às cinzas das fogueiras,
aos restos de comida.
Eu quero é voar por ai livre dos preconceitos e solto como um balão!
Hoje eu acordei e usei PÓ.
Como sempre, meio atrasado.
Olhei pela janela e
deixei de enxergar.
Vi só o que vivi. E PÓ. O da POeira. Espirrei.
E lembrei do passado, um passado em que nem vivi.
Um tempo em que a vida era mais lenta,
um tempo em que o tempo era mais devagar.
E nessa viagem solitária lembrei: " do pó ao pó", como dizia o Padre Antonio Vieira.
Fomos pó, seremos pó... acho que ai está o sucesso da cocaína.
Desde os tempos passados que pensamos sobre o pó.
Eu adoro PÓ. de café. de manhã quando estou atrasado.
Pó branco não gosto. Mas gosto da idéia de ser pó.
Acho isso mais leve, podemos voar pelos ares sem ser incomodado,
podemos nos esconder de pessoas chatas e
entrar nas pessoas que queremos.
Eu adoro entrar em pessoas. do sexo feminino.
Imagina!se eu fosse pó teria possibilidade de entrar por quantos buracos eu quisesse.
Ainda assim o POvo corre pra lá, corre pra cá e não entende que no fim...PÓ seremos.
Pra que tanta pressa afinal?
se no momento final...
nos misturaremos a poeira do cemitério,
às cinzas das fogueiras,
aos restos de comida.
Eu quero é voar por ai livre dos preconceitos e solto como um balão!
Hoje eu acordei e usei PÓ.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Café
Estou aqui. Tentando desvendar a existência e compreender os pensamentos que não param de chegar. Sinto um arrepio na espinha, bebo um gole de água, e me sinto um porco. Logo em seguida me sinto um príncipe. Calculando em uma calculadora percebo que a vida escorre[pelas mãos, pela boca, pelo buraco do nariz] e eu não entendo nada!!
Agora há pouco eu estava aqui. Tentando desvendar a existência e compreender...o que mesmo?
Talvez o mundo moinho que nos cerca. Dia de chuva na casa de mamãe é sempre mais gostoso. Café com leite, pão e queijo assado. Soneca depois do almoço e lanche depois do jantar.
Casa de mãe e pai é foda mesmo né?
Ontem andei de avião, lá de cima vi o mundo de cima. Olhei pra baixo, olhei pro lado e pensei: onde ele acaba? o mundo? Sem resposta respirei, espirrei, laveia as mãos e olhei de novo. Depois desci e pisei nele, no mundo. Com os pés que a terra [desse mesmo mundo] há de comer.
E fui caminhando...e me lembrei de tentar desvendar...o que mesmo? Talvez a mim. O que tenho feito aqui além de tentar desvendar coisas inúteis e andar de avião?
Já sei... tomar café com leite, pão e queijo assado com meus pais e meu irmão.
Ué...então isso.
DESVENDEI o impossível: a vida não passa de um café da tarde com os pais!
E com os tios, e amigos, e colegas e conhecidos...
Agora há pouco eu estava aqui. Tentando desvendar a existência e compreender...o que mesmo?
Talvez o mundo moinho que nos cerca. Dia de chuva na casa de mamãe é sempre mais gostoso. Café com leite, pão e queijo assado. Soneca depois do almoço e lanche depois do jantar.
Casa de mãe e pai é foda mesmo né?
Ontem andei de avião, lá de cima vi o mundo de cima. Olhei pra baixo, olhei pro lado e pensei: onde ele acaba? o mundo? Sem resposta respirei, espirrei, laveia as mãos e olhei de novo. Depois desci e pisei nele, no mundo. Com os pés que a terra [desse mesmo mundo] há de comer.
E fui caminhando...e me lembrei de tentar desvendar...o que mesmo? Talvez a mim. O que tenho feito aqui além de tentar desvendar coisas inúteis e andar de avião?
Já sei... tomar café com leite, pão e queijo assado com meus pais e meu irmão.
Ué...então isso.
DESVENDEI o impossível: a vida não passa de um café da tarde com os pais!
E com os tios, e amigos, e colegas e conhecidos...
quinta-feira, 23 de julho de 2009
AEROPORTO E SARNEY
Estou aqui num aeroporto.
Numa conexão estou conectado e leio sobre o Sarney.
Assim meio distraído penso em matá-lo, alguém se habilita a me ajudar?
Está chegando na hora do almoço, a fome começa a bater e lembro da fome que mata,
da miséria que humilha,
da dor que aumenta,
do craque que conforta[?] e depois [des]constrói.
Que país é esse? Sei que já fizeram essa pergunta mas ela é tão atual como a canalhice desse velho decrépto que já foi presidente.
Queria eu cruzar com ele aqui no banheiro desse aeroporto.
Já cruzei com negros, brancos,
asiáticos, americanos.
Já cruzei com artista, com dentista,
com rico e com pobre.
Já cruzei até com Jesus na capela que existe por aqui.
Mas onde está o Sarney?
Aeroporto é um ponto de encontro e eu estou indo pra BRASÍLIA!
E o Sarney!
Deve estar em sua ilha, ilhado de canalhas engravatados só que agora de sungas e wiskys 12 anos. Com nosso dinheiro.
Eu proponho a morte do Sarney...será que alguém topa?
Você negro? Branco? Asiático? Americano? Artista, dentista? rico, pobre?
JESUS? Nem vc?
Ninguém?
Então tá..fico eu aqui nesse banco de aeroporto como um esquisofrênico sofrendo pelo Brasil.
e rezando pela morte do Sarney e pra não ser contaminado pela gripe A.
Bem que o Sarney podia pegar a gripe A lá na ilha e de lá... de lá... de lá...
Ir pra PUTA QUE O PARIU!!!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Por que?
1
12
123
1234
12345
123456
1234567
12345678
123456789
12345678910
1234567891011
123456789101112
12345678910111213
14151617181920212223
242526272829303132
3334353637383940
41424344454647
484950515253
5455565758
59606162
636465
6667
68...
[ essas foram as vezes em que eu perguntei: POR QUE?]
12
123
1234
12345
123456
1234567
12345678
123456789
12345678910
1234567891011
123456789101112
12345678910111213
14151617181920212223
242526272829303132
3334353637383940
41424344454647
484950515253
5455565758
59606162
636465
6667
68...
[ essas foram as vezes em que eu perguntei: POR QUE?]
Silêncio
Quando eu morrer eu quero ir para um lugar bem silencioso.
Um lugar onde meus ouvidos possam escolher.
Os nossos ouvidos são muito importantes e desprezados diante de nossos olhos.
Quando eu morrer eu quero olhos que ouçam.
Porque todo dia eu vejo pelos ouvidos.
Eu quero escutar o silêncio por horas ininterrúptas.
Quando eu morrer eu quero ouvidos que vejam!
Um lugar onde meus ouvidos possam escolher.
Os nossos ouvidos são muito importantes e desprezados diante de nossos olhos.
Quando eu morrer eu quero olhos que ouçam.
Porque todo dia eu vejo pelos ouvidos.
Eu quero escutar o silêncio por horas ininterrúptas.
Quando eu morrer eu quero ouvidos que vejam!
domingo, 5 de julho de 2009
ELA
Um dia eu estava.
Na casa de um amigo. Feliz. Sorrindo. Com fome.
Fome de comida e fome de vida.
Aquela vontade desvairada de sair pelo mundo, conhecer gente nova, gritar de felicidade e sorrir pra desconhecidos.
Aquela vontade de dizer ois aleatórios e mergulhar num mar gelado.
O telefone toca.
E eu ali sendo um amigo feliz. Estando a reecontrar outros amigos felizes.
Tomando uma cerveja, brindando a vida e com o cabelo desarrumado.
Não sei porque mas sempre que eu me sinto muito feliz logo depois eu me sinto muito estúpido.
Felicidade e estupidez caminham lado a lado.
Como a vida e a morte. Lado a lado...até que uma entra na outra e ai.
O telefone toca. Meu irmão.
Eu com fome de comida. O cabelo desarrumado. E com uma camisa vermelha.
Eu tinha acabado de falar com a Lua e brincar com crianças na rua.
O telefone toca. Meu irmão. A notícia.
E eu que estava sendo um amigo feliz, rodeado de amigos felizes, tinha fome de comida e de vida,estava com uma camisa vermelha e com o cabelo desarrumado. Choro.
O telefone. A notícia. Meu Tio querido.
A noite se transforma em tristeza, a alegria escorre pelo ralo e a estupidez ganha mais uma.
Eu volto pra casa azul, coloco uma camisa amarela, deito e vejo tudo escurecer.
Dois dias depois eu arrumo meu cabelo, e com uma camisa branca pego um avião.
Cheguei. Aqui estou. A vida tem que continuar.
Na casa de um amigo. Feliz. Sorrindo. Com fome.
Fome de comida e fome de vida.
Aquela vontade desvairada de sair pelo mundo, conhecer gente nova, gritar de felicidade e sorrir pra desconhecidos.
Aquela vontade de dizer ois aleatórios e mergulhar num mar gelado.
O telefone toca.
E eu ali sendo um amigo feliz. Estando a reecontrar outros amigos felizes.
Tomando uma cerveja, brindando a vida e com o cabelo desarrumado.
Não sei porque mas sempre que eu me sinto muito feliz logo depois eu me sinto muito estúpido.
Felicidade e estupidez caminham lado a lado.
Como a vida e a morte. Lado a lado...até que uma entra na outra e ai.
O telefone toca. Meu irmão.
Eu com fome de comida. O cabelo desarrumado. E com uma camisa vermelha.
Eu tinha acabado de falar com a Lua e brincar com crianças na rua.
O telefone toca. Meu irmão. A notícia.
E eu que estava sendo um amigo feliz, rodeado de amigos felizes, tinha fome de comida e de vida,estava com uma camisa vermelha e com o cabelo desarrumado. Choro.
O telefone. A notícia. Meu Tio querido.
A noite se transforma em tristeza, a alegria escorre pelo ralo e a estupidez ganha mais uma.
Eu volto pra casa azul, coloco uma camisa amarela, deito e vejo tudo escurecer.
Dois dias depois eu arrumo meu cabelo, e com uma camisa branca pego um avião.
Cheguei. Aqui estou. A vida tem que continuar.
Assinar:
Postagens (Atom)