
Abro a página do meu blog e ainda com o amargo do suco de limão que acabo de tomar, questiono essa postagem.
Meus dedos soltos vão alcançado as teclas e num fluxo desenfreado as palavras vão saindo do meu consciente ou será inconsciente?
A luz da lua atravessa meu quarto de forma esplendorosa e essa energia lunar atravessa meu peito, alma e corpo de forma avassaladora.
Uma solidão inescrupulosa me invade. Mas como?
Amigos, família, mulheres, colegas, trabalho.
Num montante de pessoas, coisas e afazeres a solidão invade tudo quebrando a sensação de bem-estar tão buscada.
A nostalgia disfarçada de gripe me pega pelo braço e eu a ela me entrego.
Como um prato (grande) de salada, ouço Caetano pra resgatar o exílio e a revolução.
A revolução que busco a cada dia e o exílio na solidão do travesseiro sem ela.
A lua segue seu caminho e a luz que emana vai trocando de lugar, mas a sensação deixada por ela fica.
Fica a noite toda enquanto eu me refugio num prato (pequeno) de purê de batatas, arroz e frango feito carinhosamente por mãos femininas que auxiliam nas questões da casa vez por outra.
Caetano canta "meu bem, meu mal" eu questiono essa postagem mais uma vez, tomo um antigripal, como uma colher (média) de doce de leite e na vontade inescrupulosa de voar e gritar me contento com uma ligação pra um amigo querido.
Ass. Raul
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