terça-feira, 15 de março de 2011

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O homem. O homem no mundo e suas incontroláveis sensações.
O homem no mundo explode a cada segundo na rima desnecessária da poesia que escorre pelos dedos.
O homem no mundo.Eu.Ele.Eu?
Eu diante de mim mesmo na mais profunda dor. Não. Ele. Quis dizer(reticência)
Eu diante de mim mesmo e do do mundo na mais profunda.
Eu.Ele. Ele diante do mundo na sensação de mais profundo amor.
Nas inúmeras perguntas, a poesia como resposta.
Na suspeita da possibilidade a descoberta da mais bela lealdade.
Com ele.
Com o outro.
Com o outro eu?
Mas se nem eu sei sobre mim, imagina o outro eu. Onde?
Na beleza passageira a felicidade de sentir frio na barriga e dançar e pular e transar e sentir como há muito tempo não sentia.
O homem eu ele na incansável busca de prazer efêmero, do gozo aliviante, do peito ofegante, da mão da amante na rima irritante.
Diante de.
De costas para.
A busca de algo que acalme e retire sutilmente
essa dor de dentro do peito amante (reticência)
Reticências e a possibilidade,
abrindo caminho diante da vida que passa.
A possibilidade vem como alívio,
as reticências vêm como abertura.
Não digo ponto final, nem exclamação, nem ponto e vírgula digo...
Abrindo o peito pro ar entrar e a angústia sair eLLa me olha em despedida.
E a outra eLa? Essa me olha em suspenção.
Eu olho pra ela e penso(reticências)

Reticência s.f. Supressão ou omissão voluntária de uma coisa que poderia ou deveria ter sido dita,a própria coisa omitida.

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