Acabo de dar uma colherada num pavê. E nesse momento eu posso dizer: amo pavê!
Ainda bem o o pavê não vai querer me amarrar. Por que o amor tem que prender?
O amor é livre e libertador.
A mãe, ama e solta pro mundo. O pai, ama e empresta o carro. O avô, ama e dá um dinheiro.
Sempre libertando o homem que precisa ir ao encontro de si mesmo.
Mas e o amor sexual?
Ele parece querer prender. O homem quer prender a mulher. A mulher quer prender o homem.
Ou nos casais homossexuais a mesma coisa. E quando olho pro pavê, eles são tão íntegros que os amo profundamente.
Não que não queira uma mulher "pra mim", casar, ter filhos e netos e ser feliz até que a morte nos separe.
Mas como faz isso? Podemos nos estilhaçar, nos despedaçar, nos aterrorizar em prol de uma monogamia falida, e de uma relação de posse e amor que amarra em vez de libertar?
Essa postagem não é uma apologia ao amor livre, mas sim a outras formas de amar e ser amado e que pode incluir o tal do amor livre.
Como é isso? Existe amor que não é livre?
Eu quero a possibilidade de ir e vir.De ser quem eu sou. De amar como amo.
Quero a menina colorida e quero o pavê que me consola.
Quero a menina distraída e a outra aqui despida.
Quero amar livremente, quero ser amado de forma leve.
Não quero amor de amarras e não posso prender ninguém.
Quem sou eu pra decidir onde ir?
O mundo é maior que tudo e o amor é mais doce que um pavê.
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