terça-feira, 17 de maio de 2011

URBANÓIDES


O homem. O homem no mundo. O homem numa cidade do mundo.
Filas, trânsito, barulho e a eterna necessidade de aceitação.
Luzes de faróis atravessam a mente, paranóias incessantes atravessam a gente.
Corre, sua, e o silêncio parece impossível.
A cidade no homem como uma coluna vertebral quebrada.
Impondo sua força, tirando autonomia.
Homens robóticos determinando verdades robóticas e o sensível passa despercebido.
'O que será que estou fazendo aqui?' Pergunta o enfermo na casa de recuperação para "malucos".
Enquanto isso chefes malucos impõe diretrizes reais diante de um são funcionário.
A luta desvairada por sucesso, a correria diária por dinheiro, a necessidade rebelde de dizer não cada dia mais sufocada, desarticulada e padronizada em sins falsários.
Onde a natureza parece dizer adeus, os homens brincam de deuses e criam outros mundos.
Mundo tecnológico, mundo virtual e o funcionário do mês de são só tem o sim.
Não. Digo não à pressa que me sufoca. Não. Digo não ao que é enlatado.
O homem no mundo e suas milhões de possibilidades sempre negadas pelos nãos que começam quando criança.
E a possibilidade do outro lado? E o olhar por outros ângulos?
Quero mais é reconhecer o homem no andróide. E negar e seguir e redefinir.
Padrão azul. A última chance. Um pouco mais rápido.
Frases parecem determinar o que nós acreditamos.
Capitalismo. Esquizofrenia. A luta por não enlouquecer é a mesma luta por enriquecer.
NÃO. digo não e recebo sim? Não, digo não e por enquanto recebo não.
E aqui do lado, um pouco mais pra esquerda de onde se lê...visualizo outra possibilidade.
E nela acredito. E digo sim.
Há outras possibilidades de felicidade. Olhe e veja. Eu consigo enxergá-la.
Ainda não cheguei lá. E triste continuo a procurar. Feliz só pra disfarçar!
Afinal de contas sorria, você está sendo filmado!

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