
A luz do iphone invade nossos olhos na ansiedade despudorada da contemporaneidade.
As luzes de São Pulo invadem minha mente e na cidade da garoa o sol se faz presente e a falta de silêncio me sufoca.
No lugar que não é o meu procuro o lugar que não sei qual é.
Na convivência diária a saudade da solidão e sua angústia.
Gosto da angústia da solidão.
Ouço amigos, ouço Eric Clepton, ouço vozes estranhas que me despertam pra um novo olhar.
Sinto saudades diversas: da mãe, do pai, do irmão, da luz do sol sob a água do mar, da brincadeira gostosa debaixo do lençol, do sexo com amor, do palco.
Do palco a mais incrível sensação me faz gritar de desespero por estar tão distante.
Quero a loucura do ator desvairado e sua passionalidade extrapolando.
No tempo em que a falta de tempo me deixa cansado, estou disposto a recomeçar.
Olho no olho, brinco como criança, choro como adulto ressentido e no final das contas estabeleço relações em rede, teias vão me deixando contemplado de amor, carinho, ódio? Não, mas a eterna saudade.
Saudade do tempo em que o tempo era mais lento, em que as luzes eram menos ofuscantes, em que a paz era tranquilizante.
Penso, corro feito adolescente e quando olho pro lado vejo a menina do colégio que brinca de me olhar e com olhos de sedução me deixa desconcertado.
Espio de canto de olho a mulher mais velha, sorrio com o canto da boca, conquisto sem muita dificuldade e na liquidez estabelecida transito entre cheiros, beijos, sexos e no fundo a solidão permanece.
Agora deixo de lado minha necessidade egóica de me fazer super herói e percebo a lágrima escorrer.
Enxugo. Outra desce. Enxugo. Levanto. E num piscar de olhos me sinto melhor e me entendo na minha dicotomia diária.
Viva a possibilidade de transitar entre o caos e a glória a cada segundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário