sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

o homem e o tempo




Assim quando de repente seu ponto de vista passa a ser outro.
Quando o homem se vê ali, olhando pra trás e descobrindo que suas certezas são mais variantes e que tudo que mais acreditava passa a ser relativo.
Os sonhos? Ah! Esses foram todos realizados, os que não concretamente se transformaram tanto a ponto de se tornar banais.
O tempo escorregadio que é foi passando e mostrando que tudo que parece real é imagem e que tudo que é palpável não conseguimos perceber.
Nesse tempo em que a sabedoria consegue sobressair à força dos joelhos, no tempo em que de tanto repensar as coisas a coisa em si perde sentido e tudo se acomoda como criança no colo da mãe.
O amparo do entendimento alivia o medo de olhar pra frente, pois o que se vê atrás é algo tão esplendoroso que cada segundo de gratidão se transforma em pura energia vital para suas manhãs.
Assim ele encara a maturidade, que mesmo lhe tirando o que os jovens mais dão valor, retribui com algo que a juventude nunca vai entender: a possibilidade de refazer as perguntas e a certeza de que as respostas nunca serão alcançadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário