
Lápis de hidrocor em folha de papel molhada,
uma poesia que deixa riscos na alma de quem lê.
Uma avalanche que tira do eixo e ao mesmo tempo serve de acomodação.
Um papel em branco sendo pintado por uma criança de 3 anos.
Assim é que vejo o horizonte, uma sensação que estufa o peito, enche os olhos de lágrimas e mostra os dentes num sorriso.
Frágil como um leão recém nascido e poderoso como um chefe militar busco a sensatez do sábio e a intuição do religioso.
Tento desvendar os segredos mais impossíveis fingindo não sentir dor pelo caminho.
Escondo-me daquela menina e a vejo passar por minha vida como um vendaval.
Escolho a solidão por pura necessidade de sentir a dor de não ter pra quem olhar.
Peço socorro desesperado a cada esquina fingindo estar mal por pura necessidade de atenção.
Fujo da linha reta por puro medo da monotonia e torto vou seguindo meu caminho traçado pelos Deuses.
Como uma marionete com poderes muito limitados me acho tão podre quanto o maior dos traiodores e tão puro quanto o mais santos dos santos.
Como uma das mairoes antíteses de toda a existência humana vou seguindo por baixo da avalanche que insiste em me perseguir e transito pelas mais extremas atitudes e sensações.
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