
Assim como sempre, meio que sutilmente, mais uma vez esse sentimento entra pela goela dele.
As palavras começam a fluir dos seus dedos sem o menor senso de responsabilidade.
E ao som de Bob Dylan ele tenta reentender o que não é possível de entender, ele busca respostas impossíveis e se entrega ao tal sentimento de uma forma um tanto que intensa.
Estupidez, amor, fúria, desregramento, falta, vazio, são assim misturados de forma a criar um total questionamento.
Sins, nãos e talvez, perpassam suas expectativas e ele sempre fingindo estar bem, lutando pra caber num mundo que não lhe pertence, brincando com crianças nas ruas e sentindo a leveza escassa da existência.
Flores caem do céu agora na frente dele, enquanto seus dedos escrevem essas palavras, lágrimas caem dos seus olhos enquanto ele aprecia a natureza. Como flor, como chuva e como pássaro ele quer voar e preso ao chão estica os dedos aos céus e escreve imaginando uma leveza possível e esperando algo que talvez nunca chegue.
Ele agora pára. Respira. Olha pra você que está lendo esse escrito, sorri. E vai arrumar suas malas.
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