Estúpido e repetitivo tento encontrar coisas, pessoas, respostas.
Com a certeza disfarçada de tolice disparo pra todos os lados numa angústia despudorada e permitida.
Como uma criança maluca percebo-me um maluco criança,
andando descalço,
sorrindo a toa,
e chorando na volta.
Como um trabalhador cansado,
volto a estaca zero e desisto no mesmo momento que insisto.
Ignorando o que conheço busco novos olhares,
olhares disfarçados,
olhares distraídos,
olhares solitários.
Todo dia, noite e madrugadas fico tentando não me repetir e
fragilmente me torno um falsário de mim mesmo.
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