Declaro para os devidos fins que [des]amo os itens abaixo listados:
> domingo que chove quando ia ter pequenique;
>vontades estranhas que não param de perturbar;
> carro de lixo que passa de madrugada;
>vizinho barulhento que acorda com as galinhas;
> saudade repetida que não pára de apertar;
> arrependimento do que não fiz;
> praia sem Sol e cachoeira sem minha amada;
declaro que [des]amo porque nele há uma quantidade imensa de amor embutido.
assim sendo [des]amo:
> feijão sem arroz;
> café sem leite;
> amigos distantes;
> políticos corruptos;
> goiabada sem queijo;
> almoço solitário;
[des]amo porque preciso, preciso do [des]amor escondido...
por isso continuo a [des]amar:
> pessoas mentirosas;
> hipocrisia latente;
> domingo sem filme;
> filme sem pipoca;
> pipoca sem carinho;
> carinho sem amor.
[Des]amo:
>acordar as 07h da manhã;
>de manhã ter que agitar;
>agitar sem ter por que;
> por que sem ter pra que.
>mulher sem ser cheirosa;
>amigo sem ser pra sempre;
>vontade sem ser a maior;
>dinheiro sem ser o suficiente;
>trabalho sem ter amor;
>mar sem ser o límpido;
>churrasco sem picanha;
>cerveja sem ser gelada;
>briga sem ser de mentira;
>medo sem ser distante;
[Des]amo proque no meu [des]amor encontro minha verdade escondida.
[des]amo:
>noite sem lua cheia;
>fome que não acaba;
>silêncio que não se estabelece;
>amigo que não liga;
>telefone que não pára;
>segredo que se conta;
>a morte prematura;
>a bala perdida;
>o tiro desnecessário;
>a violência diária;
> a matemática exata, pois acredito que 2+2 nem sempre são 4.
>sombra sem água fresca.
[Des]amo cada dia mais...pois no [des]amor me compreendo.
vixi. ando desamando muito tb...
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